Alguém lê esse blog? A meses não vejo um comentário nos textos. Sempre que recebo alguma critica ela vem pelo meu irmão, e acabo imaginando que ele inventa só pra me deixar feliz e eu pensar que tem alguém que Lê e eu não em sentir falando sosinho. Também, sei lá se vale ler essas merdas todas. Enfim. Tanto faz.
Este final de semana cobrir o World RPG Fest, um evento de RPG em Curitiba, passamos o final de semana todo correndo atrás de noticias e escrevendo durante o dia todo. Foi legal, o site WWW.liganerd.com.br teve muitas visitas, deixamos passar muita coisa mas só estávamos dois no evento e foi foda.
Tenho meu terceiro capitulo da monografia para terminar, alguns livros ao lado do computador para ler e retirar citações pertinentes, e fica cada dia mais cançado. A falta de grana e outros problemas mais da própria vida fazem tudo parecer incerto e inútil. O que fazer? As coisas são assim mesmas...
Ouvi dizer que alguém leu o site e disse que meus textos começam muito bem e terminam fraquinho. Não sei se as pessoas olham pra mim e pensam “que bunitinho, ele tenta escrever” ou “Nossa, que textinho legal, vou corrigir ele pra ver se ele melhora”. Que saco! Eu uso figura de linguagem textual pra formular um argumento narrativo condizente com uma determinada ajuda emocional para carregar o leitor. Eu uso esse blog pra testar teorias que imagino que darão certo para, no futuro, escrever um livro descente. Ainda tenho que corrigir alguns desentendimentos meus com a gramática, mas estou me aprimorando a cada dia mais.
Acho um saco ter que explicar as coisas, mas tudo bem, lá vai. Penso nos textos que levam o leitor de um clímax para um anticlímax. Textos depressivos e reflexivos, e não divertidos.
Pira é, fazer um final clímax leva o leitor em borá sorrindo, um final anticlímax faz o leitor gravar o texto na mente, e refletir sobre ele. Algo como “caralho, o cara morreu no final. Sozinho, sem ninguém, de uma maneira brutal e sem sentido, que triste isso” depois a reflexão se estende, da onde veio a violência? Por que ele estava sozinho? Eu quero morrer assim?
Essa é a pira do que eu escrevo. Eu gosto de escrever assim, e essa é a proposta do blog: Higiene Fecal. Que é passar papel higiênico no cu. Algo como, tirar a merda de um lugar e levar pra outra, mas sempre vai haver merda. Limpar a bunda, hoje, é uma das necessidades vitais para o ser humano, tanto na área da saúde quanto na de sociabilidade. Quem não limpa o ânus com toda certeza deve ser uma pessoa muito estranha.
A vida é assim. A vida é uma sucessão de merdas que acontecem, que nós tentamos paulatinamente evitar ou trocar de lugar. Não há a possibilidade de ser feliz, ninguém se vê sempre feliz, por que sempre teremos problemas. Problemas grandes ou pequenos, mas sempre iremos nos incomodar. Tem alguém musica do Frejat, que tem a frase que diz tudo “Sabemos que rir é bom, mas rir de tudo é desespero”. Se você é feliz ao ponto de nada te incomodar, com toda certeza você é tão tongo, idiota e ignorante sobre o mundo a sua volta que nem vale a pena ter você ao lado. talvez uma comunidade de pessoas tongas, sem duvida, seria um porre. “Bom dia Mundo” bom dia pra quem? Pro afegão e o judeu que tem medo de dormir e não acordar no outro dia? Pra família que foi dormir com fome? Pra criança sendo violentada por algum parente? Pro chinês que não pode ver pornografia na internet? Pro negro ou pro branco sendo espancando em algum lugar do mundo? Que mundo é esse que terá um bom dia? Mais justo seria dizer “Melhor Mundo!”
Nenhuma história na vida real começa com era um vez e termina com viveram felizes para sempre.
Não adianta iludir você com um texto assim:
“Márcia, uma jovem e bela garota acorda com um sorriso, sabe que daqui a 7 meses, 22 dias e 16h será natal. E ela esta feliz. Ela tira os pés da cama direto para suas pantufas macias e desce para a cozinha, já sentindo o cheiro de ovos, suco de laranja e pão de queijo quentinho. Ela escorrega pelo corrimão direto para a sala de visitas, e corre pela sala de jantar até a cozinha, onde uma mesa de 12 lugares a aguarda, repleta de guloseimas. Seu pai esta sentado na cadeira ao lado, com o jornal aberto na contra luz da janela. Ela beija forte e estalado a bochecha do pai, pois Márcia adora sentir o cheiro do pós barba do pai. Sua mãe esta sentada ao lado. com os óculos na beira do nariz, lendo um livro. Os dois sorriem para ela. Sua mãe sussurra, ”bom princesa” quando dá um forte abraço na filha”. Ela da a volta da mesa, pegando um prato ao lado da mãe, e se servindo com pães, geléia, bolo e, quando chega a frente de seus pais, se senta, se servindo de suco.
Em quanto como, seu irmão mais novo entra na cozinha. Já vestido para o colégio e com uma cara de sono. Arrastando Kratos, seu ursinho de pelúcia. Ele se senta ao lado da irmã, sua mãe lhe estende um prato com um pedaço de bolo de chocolate e sanduiche de presunto e queijo. Depois, coloca um copo grande de achocolatado bem escuro e morno, do jeito que ele gosta.
Márcia está feliz. Agora só faltam 7 meses, 22 dias, e 15h para o natal! Ela está pronta para o colégio, e seu pai buzina do lado de fora. Ela olha pela janela do quarto e vê que ele esta com o carro com bancos de couro. Ela sorri. Seu irmão mais novo sempre faz sons estranhos naquele carro, ela desaprova, mas acha muito divertido. Daqui a pouco ela ira para a aula vai rever todas suas amigas e terá aula de matemática com a professora Ana Maria, ela adora! Será um dia em tanto. E ainda é segunda feira!”
FODASSE MÁRCIA do caralho! Você NUNCA acordaria as 8 horas para ir para o colégio! Muito menos sairia as 9h! Não EXISTE Pollyanna!
A própria Pollyanna era um porre! A melhor versão daquela órfã do cacete foi escrita por Alan Moore em “A Liga Extraordinária”, onde, no orfanato dela, se escondia o Homem Invisível, e ele a comia todos os dias de manha, e comia bem. Por isso ela estava sempre de bom humor. Sem TPM, sem preocupações, simplesmente acordava gozada e sorridente. E sem se sentir culpada, já que para ela era um delírio diário, normal, e não um estupro constante.
Em um mundo normal, ela escorregaria um dia do corrimão e quebraria um braço, pelo menos! Sem duvida, ela odeia o irmão, que irmã gosta do irmão mais novo quando ela tem uns 13 anos de idade? E pior! Ela gosta de sentir o cheiro do pós barba do pai? Isso seria um sinal do complexo de Electra? Inveja do pênis? Que porra é essa? Sem duvida ela tem problemas! E terá problemas com relacionamentos futuros.
E o irmão, deu o nome do deus da Guerra pro seu ursinho? Ele quer ser protegido de algo? Do que ele tem medo? Outro problemático na família.
Não existe história 100% feliz, nem mesmo nas histórias de literatura. Na fantasia, chapeuzinho vermelho se fudeu, branca de neve se fudeu, cinderela se fudeu, todas se fuderam. E vão passar por outros maus bocados no depois do viver feliz pra sempre.
Então, de que adianta fazer uma história feliz, se não existe histórias felizes?
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Faltou na aula Sr. Victor! Eta eta eta...
ResponderExcluirNão li o blog, pois o fundo preto com as letrinhas em branco a essa hora da noite não mais funciona pra mim... mas prometo um dia tentar ler, se bem que eu mudaria as cores ou tamanho de fonte para uma melhor visualização.
Bjo bjo
Sempre que tenho insônia leio o blog, algo que diga-se de passagem está se tornando bem comum, sempre gostei dos conto que vc escreve. Talvez a minha opinião não seja de grande valia, só não comento os textos pq talvez soe como uma intromição, sei lá...
ResponderExcluirEu acho que não existe formula pra escrever bem. Sempre achei que os melhores contos, cronicas, poemas ou livros tinham nada mais do que imaginação, audacia e uma pitada de indiferença (as vezes precisamos ser indiferentes com relação ao que os outros pensam ou falam de nós).
Se todo mundo escrevesse pensando se iria ou não agradar, bem, ninguém teria escrito nada!
Imaginação eu sei que você tem, audacia se bem me lembro... também!
Não vou ficar rasgando seda e falando das qualidades que lembro, só acho que vc deveria continuar escrevendo pq acho que vc é bom nisso, vc se expressa bem!
(aliás eu estava lendo sua monografia esses dias, ta ficando bom =D)
Se você queria saber se alguém le... agora já sabe.
bjs meu querido
Josi