sexta-feira, 6 de março de 2009

Outras facetas de enrolar papel higiênico

Ca estou. Gripado. Pode parecer mais uma gripe... Mas aqui, na Paris do Sec. XIX, estava fazendo 37 graus, uma das temperaturas mais quente em décadas. Pode parecer normal, ou até agradável, a habitantes do litoral ou para quem mora mais pra cima do sul. Pra mim, insuportável. Odeio calor, que seja dito antes de tudo. Prefiro o frio e a chuva. Pra fazer tudo, desde ir para um barzinho beber, ou tomar um café, quanto namorar e ver um filme. Gosto do frio, ele tem estilo, o calor é ele mesmo, não tem como ficar mais agradável no calor, se você fica nu, e ainda sente calor, é um mal calor... No frio, eu posso usar minha jaqueta, coturno e viver feliz. Obviamente, as roupas ficam menores e os decotes maiores, mas isso não vem ao caso agora. Nesta empreitada de escorrer o nariz e limpar o nariz, percebi um detalhe muito curioso. Também há arte de enrolar papel higiênico para soar o nariz. Claro, para alguns, sempre tem aquele lencinho a mão, ou soa a trombeta na pia do banheiro. Mas, eu sou um moribundo caseiro, estou na minha cama, no ultimo capitulo do Rei do Inverno, de Bernard Cornwell (sentindo uma inveja absurda do clima de lá), e não estou afim de arrumar lencinhos ou ficar indo ao banheiro sempre que meu nariz pingar. Assim, aprimoro a arte de enrolar papel higiênico. O bom é que sujar os dedos com muco nasal é bem menos mórbido que com fezes. Isto temos que admitir. Então podemos experimentar a economia de papel. Enrolando uma vez só, e aproveitando cada cantinho existente. Em meio aos delírios da febre, e minha falta de capacidade de manter no assunto, me veio um questionamento: Quantos heróis ficam doentes? De cabeça lembro do Hercules, que ficou doente e matou todos seus amigos centauros, e esse é o motivo de não haver centauros por ai. Mas a doença dele não era uma gripe. Era uma maldição divina. Bom, revirando a memória, lembro de um embate entre Mr. Freeze e o Batman, no desenho animado, e, depois do vilão ter sido liquidado, aparece Bruce Wane enrolando nas cobertas, dando alguns espirros, sendo paparicado pelo eu fiel escudeiro, Alfred. Mas no fim do desenho não tem graça. Seria legal um herói gripadaço o episodio inteiro. Podia ter um livro sobre isso: Peter Pan e a Quarentena... é, talvez fosse um livro chato... Pensando nisso, vejo como somo humanos de mais, frágeis a tudo e a todos, etc... Minha cabeça dói, minha perna dois, e meu nariz esta ficando assado de tanto passar papel... Bom, é a vida. Máxima do Dia: “Em seu leito de morte Oscar Wilde, cercado de amigos, olha para o papel de parede do quarto e diz - Ou vai este papel de parede ou vou eu.” Obs.: Estou gripado. Voltamos a critica normal, e descente, assim que eu conseguir raciocinar normalmente novamente. Ps.: Queria que minha namorada estivesse aqui... SIM! Homem fica carente quando estão doentes, e daí? As mulheres ficam todos os meses. Hunf.

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